Cheia de dívidas? Experts em dinheiro dão dicas pra você se livrar delas já

Cirar dívidas é fácil – fato! Agora, pagar as danadas é beeeeem complicado, e só quem passou por isso sabe o drama que é. As youtubers Maiara Xavier e Julia Mendonça já sentiram na pele o que significa estar no vermelho.

“Em 2012, eu e meu marido Felipe devíamos quase R$ 80 mil, que se dividiam entre o cheque especial e as parcelas do apartamento financiado e da faculdade”, conta Julia que, na época, tinha 26 anos. Com a Maiara a situação a também foi complicada. “Entrei num relacionamento em 2008 com R$ 5 mil na conta e saí dele, dois anos depois, com R$ 30 mil em dívidas”, relembra. Ouch!

Para sair do buraco, as meninas venderam coisas, pediram empréstimo para os amigos (com juros zero) e – principalmente – renegociaram a dívida no banco. “Meu carro (que tinha sido 100% financiado) foi vendido para um amigo, que me deu parte em dinheiro e assumiu o restante das parcelas. Outro amigo me emprestou (sem juros) mais uma quantia e, com este montante, fui ao banco negociar”, conta Maiara. Com o dinheiro em mãos, Mai conseguiu que o banco aceitasse R$ 7 mil ao invés dos R$ 14 mil que ela devia. “Para cobrir o cheque especial – outra dívida que eu tinha – fiz um novo empréstimo com taxa menor. Sim, era uma nova dívida, mas com controle”, explica.

Cena do filme Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Foto: Reprodução)

Cena do filme Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Foto: Reprodução)

Está endividada, quer negociar a dívida, mas não sabe por onde começar? Dá uma olhada nas dicas que a Julia Mendonça compartilhou no seu canal:

1. Peça a planilha de evolução da sua dívida
Sim, os bancos são obrigados a mostrar como a sua dívida cresceu. Lá, tem que ficar claro quais juros foram cobrados. Nessa hora, atente-se para ver se não existem cobranças de tarifas ou serviços não autorizados por você anteriormente.

2. Leve uma proposta ao banco
Antes de ir ao banco, faça um planejamento financeiro para entender o quanto você pode pagar por mês sem que fique no vermelho. Em português claro: a parcela da dívida tem que caber no seu bolso. Ah, e quando for renegociar, tente ir ao banco com a maior quantidade de dinheiro físico que puder.

3. Se não rolar, tente a portabilidade
Nunca ouviu falar? A gente te explica: é trocar a sua dívida de um banco para outro (sim, isso é possível). Para fazer, você precisa ir ao banco em que tem a dívida e pedir a memória de cálculo e o custo efetivo total da dívida em andamento – que inclui as taxas, seguros e impostos. Pegue todos estes números e leve para outro banco. Julia garante que as chances são altas de você sair com uma dívida beeeeem menor no outro banco. “Mas, só faça isso se você já tentou os passos anteriores”, aconselha a youtuber.

4. Cuidado com a venda casada
Muitos bancos vão te dizer que você só pode fazer a portabilidade da dívida se comprar um seguro ou serviço com eles. Mas, a venda casada é crime. Não aceite e denuncie ao PROCON, ok? E leia bem o contrato antes de assinar. Muitas vezes, os bancos incluem serviços no contrato e você o assina sem perceber.

5. Fique atenta aos feirões
Sim, bancos realizam feirões de renegociação – e eles costumam ser mais bonzinhos. Mas, segundo Julia, a divulgação destes feirões não é, assim, tão boa. “Quase nunca dá para saber quando o próximo vai acontecer”, diz. “Tem que ficar atenta ao site”, complementa.

Fonte: Glamour

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