Acabe com todas as dúvidas que você tinha sobre a sua melhor amiga

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Olá meus amores, tudo bem com vocês?

O post de hoje é um pouco diferente, iremos falar sobre nossa melhor amiga, a vagina!

A vagina é parte do seu corpo e a acompanha em momentos de prazer, mas sobram dúvidas.

Duas estudantes de medicina norueguesas querem mudar a relação que temos com nossa vagina. Como assim? É que, apesar dessa ligação íntima, não pensamos muito sobre ela nem tentamos entender melhor seus mecanismos, concorda? Nina Brochmann e Ellen Stokken Dahl, 29 e 26 anos, respectivamente, perceberam isso e criaram, em 2015, o blog Underlivet (“Partes íntimas”, em tradução livre) para esclarecer dúvidas das mulheres da Noruega. Diante do sucesso, decidiram transformar suas dicas e conhecimentos no livro Viva a Vagina — Tudo Que Você Sempre Quis Saber (Companhia das Letras), que chega agora ao Brasil.

A gente agradece, pois nem tudo o que lemos é feito por gente que entende e transformado em papo de amiga. Como estudantes, elas questionaram médicos experientes. E faz todo o sentido querer aprender mais para uma boa saúde sexual e alcançar mais prazer.

  • Bora saber mais sobre nossa vagina?

Anatomia

O canal da vagina fica parcialmente escondido pelos grandes e pelos pequenos lábios. Quando não há excitação, permanece fechadinho, como uma forma de proteção. Ele é musculoso em toda a sua extensão, que vai de 7 a 10 centímetros. No final há uma região macia — com a textura semelhante à da ponta do nariz. É a entrada do útero, com um pequeno furinho por onde entra o esperma e sai a menstruação.

Clitóris

“Ainda há discussão sobre o que de fato faz parte do clitóris e como ele funciona, o que é espantoso”, revelam Nina e Ellen no livro, apontando o domínio masculino na medicina como causa para isso. Aquele que você conhece é só a pontinha, que mede entre 0,5 e 3,5 centímetros, mas, às vezes, parece menor porque é parcialmente coberto por uma espécie de capuz de pele. Sua parte escondida tem a forma de Y e cada “perninha” fica de um lado do baixo-ventre, sob os grandes e os pequenos lábios.

Pelos

Talvez você ache linda a vagina lisa, mas pode estar perdendo alguma coisa com isso. Os pelos contribuem para aumentar a sensibilidade sexual. Se seu parceiro passar a mão de leve sobre os pelos pubianos, eles vão se curvar levemente, levando um sinal para o folículo piloso que está logo abaixo — essa é a área da pele com mais terminações nervosas, que se encarregam de avisar o cérebro de que aí vem coisa.

Orgasmo

Esse você conhece, mas não sabe tudo sobre ele. Por exemplo, é possível alcançá-lo sem contato físico — uma em cada três mulheres chega lá enquanto dorme. Algumas sortudas relatam atingi-lo até com a respiração (qual a receita?!). O que há de comum é que, com a excitação, os pequenos lábios e partes internas do clitóris se enchem de sangue, da mesma forma que o pênis endurece. A vagina se estende e se alarga pelo menos 1 centímetro. É comum os dedos das mãos e dos pés se encolherem. O nome para isso é espasmos carpopedais.

- Dúvidas que todas nós temos

É normal sempre ter uma manchinha na calcinha?

Sim, normalíssimo. A vagina produz cerca de meia colher de chá por dia de secreção. Ela tem uma função “autolimpante”, já que leva embora fungos e bactérias inconvenientes. Não tenha vergonha disso, pois toda mulher fica com a calcinha manchada no fim do dia.

Como sei se meu odor é normal?

“O cheiro dos nossos órgãos sexuais é uma das coisas mais íntimas que temos”, escreveram as autoras. Claro que depois de um dia inteiro de trabalho ou depois da balada ele pode ficar mais forte. Só não pode ser fedido, como cheiro de peixe, pois isso é sinal de infecção (aí pode marcar o médico!).

A lubrificação pode demorar?

Você nem sempre vai ficar molhada assim que sente tesão. Só em 25% dos casos há uma coincidência imediata entre o desejo e os sinais de que a vagina está pronta, como umidade e clitóris inchado.

viva a vagina capa do livro

(Still/Divulgação)

“O órgão sexual feminino é o clitóris, não a vagina”

Por que durante tanto tempo os estudos sobre os órgãos de prazer femininos foram negligenciados?

Nina: Porque os pesquisadores, em sua maioria, eram homens. E eles se preocupavam com os próprios problemas. Hoje há mais mulheres. Na nossa classe na faculdade, por exemplo, elas eram 70%. Mas a mudança ainda demora. Há mais apoio e dinheiro para as pesquisas que envolvem questões masculinas.

Quais áreas da sexualidade feminina ainda devem ser pesquisadas?

Ellen: A gente precisa entender melhor a anatomia e o funcionamento do ponto G e a ejaculação feminina. E até que ponto as duas coisas estão relacionadas.

Quais os principais enganos que surgem dessa visão masculina da sexualidade feminina?

Ellen: O principal deles é que o órgão sexual feminino não é a vagina, mas o clitóris. Só uma em cada quatro mulheres atinge o orgasmo por meio da vagina, sem estimulação clitoriana. E, mesmo assim, há suspeita de que o orgasmo vaginal tenha a ver com as ramificações do clitóris, que chegam até os grandes e os pequenos lábios.

Fonte: Cosmopolitam

E ai meus amores, acabaram as dúvidas?

Se vocês quiserem mais posts como este aqui no blog, posso trazer para vocês.

Beijinhos

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